Promotoria inspecionou a unidade nesta segunda-feira (3) e encontrou apenas dois pacientes aguardando exames nos corredores. Fiscalizações continuarão nos hospitais da região.
Por Vinícius Pacheco, TV TEM
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) realizou, na manhã desta segunda-feira (3), uma inspeção no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP) e constatou uma redução na superlotação registrada nos últimos dias.
Segundo a promotoria, o cenário encontrado foi diferente daquele que motivou a abertura do procedimento para acompanhar a situação da unidade.
De acordo com o promotor de Justiça Mário Coimbra, há cerca de 15 dias, o hospital chegou a ter aproximadamente 60 pacientes acomodados em macas nos corredores. Durante a inspeção desta segunda-feira, apenas duas pessoas aguardavam a realização de exames e não estavam internadas.
A melhora ocorre após o início da transferência de pacientes do HR para outras unidades de saúde, estratégia anunciada pelo secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, para reduzir a sobrecarga da unidade, referência em atendimentos de média e alta complexidade para o Oeste Paulista e também para cidades do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Segundo o promotor, a situação encontrada durante a inspeção demonstra que a crise foi superada neste momento.
“Foi superada essa crise. Devemos agradecer o empenho do DRS, que fez uma intervenção pronta e rápida. Hoje, nós encontramos um hospital tranquilo, equipe trabalhando de forma sossegada, sem aquele estresse no pronto-socorro. Isso traz uma tranquilidade”, afirmou Mário Coimbra.
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Vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Presidente Prudente — Foto: Google Maps/Reprodução
Apesar da melhora, o promotor ressaltou que o momento deve ser aproveitado para ampliar os acordos entre a Secretaria Estadual de Saúde e os hospitais filantrópicos da região, permitindo que casos de média complexidade sejam atendidos em outras unidades e desafoguem o Hospital Regional.
“A gente quer aproveitar o empenho da secretaria para que os hospitais regionais e filantrópicos que possam atender a essas demandas de média complexidade na região, nos outros hospitais, deixando o HR livre para as cirurgias de alta complexidade”, explicou.

